Assim como a borboleta. 21 de março de 2011 – Publicado em: Blog

A borboleta é a maior representação simbólica da transmutação definitiva de um estado mais bruto, mais materialista, mais rústico, em uma forma muito mais leve, desprendida e evoluída.
Essa mudança é a própria salvação da humanidade, a qual necessita com urgência se curar dessa doença coletiva, virulenta que animaliza, gera agressividade destrutiva, nos faz viver no escuro e nos afasta cada vez mais da possibilidade de acessarmos nossos aspectos divinos.
Enquanto encarnados necessitamos da matéria, da fisiologia orgânica, da estrutura egóica (psicológica), da mente racional e da sinalização prudente do medo e da ética.
Só não podemos permitir que essas ferramentas mais primitivas nos dominem e conseqüentemente limitem a nossa evolução. Também não podemos esquecer que o mundo material é apenas ilusório, palco no qual vivemos para aprender e adquirir mais maturidade.
Nossa vida é como uma máquina simuladora de realidade virtual. É bom sempre lembrar que é apenas uma ilusão para exercermos nossos testes e avaliar a nossa maturidade.

Quando adquirimos as qualidades da borboleta, conseguimos voar e enxergar a vida do alto, percebendo os acontecimentos de uma forma verdadeiramente integral e conectada. Percebemos enfim que nada acontece de uma forma isolada. Tudo tem uma ligação.
Como um trânsito de uma cidade observado do alto de um prédio. Se algum carro parar no meio de uma das ruas, o trânsito vai se congestionar dentro de um raio de muitos quilômetros de distância.
Quando enxergamos a vida de um ângulo mais amplo, as situações se tornam muito mais profundas e dessa forma passamos a sentir mais segurança e convicção em nossas escolhas, permitindo o fluxo natural dos acontecimentos e tendo mais clareza das direções a seguir. A dor se dissipa e os desconfortos se tornam apenas um guia de nosso direcionamento. Passamos então a respeitar tudo o que existe no planeta, mesmo tudo aquilo que pode ser considerado como ruim ou maléfico. Encaramos os dejetos como vitaminas (adubos), o lixo como material reciclável para um reaproveitamento, as dificuldades como instrumentos de aprendizado e as dores como estímulos para a nossa evolução.
Esse estado é a própria humildade, a flexibilidade para permitir o fluxo saudável de nossas propostas dessa vida. A borboleta tem uma leveza que faz com que o vento direcione o seu caminho. Ela se entrega porque tem a convicção de que a Natureza é sábia e amiga.
Assim como as borboletas, podemos espalhar nossos ovos (sementes) para que novas lagartas possam se manifestar e ter também a possibilidade da transmutação.

Dessa forma, naturalmente, estaremos contribuindo para o progresso humano. Simplesmente por meio da ressonância de nossa freqüência vibratória e de nossos atos vamos contagiando positivamente a tudo e a todos proporcionando as vacinas para todas as doenças da alma da humanidade.

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