Cabalah filosófica e a cabalah mística. 8 de junho de 2018 – Publicado em: Artigos

Cabalah é um tesouro repleto de conhecimentos práticos que nos possibilitam a compreensão de nossos objetivos de vida e a escolha das ferramentas mais adequadas que servirão de instrumentos facilitadores para que possamos caminhar com fluência e naturalidade sempre em direção da conquista de nossos propósitos.

Logicamente esse é um conceito por demais simplista, mas para se começar a definir qualquer assunto complexo temos que primeiramente expressá-lo através de uma linguagem simples, linear e objetiva.

A diferença básica entre as duas escolas de cabalah é a intenção: a cabalah mística, pela distorção dos conhecimentos transmitidos, limita todos os potenciais do ser humano através de dogmas que incitam a culpa e o medo.

A cabalah mística tem como princípio uma série de regras e rituais, iguais para todas as pessoas no mundo, como sendo o único caminho certo, a única verdade, não respeitando a individualidade do ser humano.

Para começar, a palavra “místico” quer dizer escuro, obscuro, escondido.

A cabalah filosófica nos ajuda a refletir e respeita todas as nossa escolhas, inclusive a possibilidade de se optar por não fazer essa ou aquela proposta. Acredita que viemos para esse mundo por opção e a princípio por nós mesmos, em uma atitude primariamente egocêntrica e que devemos manter essa postura por toda a vida, do contrário nos tornamos egoístas.

Cabalah significa “aprender a receber” e aquele que se permite receber, se torna pleno e satisfeito e tem a real possibilidade de dividir aquilo que está além do que precisa.

Aquele que ainda acredita que simplicidade é estar na miséria, ficará com fome e aquele que ainda acha que humildade é agüentar uma humilhação, ficará na resignação e na passividade.

Existem muitos tipos de fome e o ser humano atual é condicionado para suportá-las. O instinto de sobrevivência do próprio ser e da espécie faz com que um ser humano possa até matar para saciar a sua fome.

Existe a fome de alimentos, de amor e de sexo. Todas são vitais para a nossa sobrevivência e para se sentir saciado e pleno no percurso da vida.

São poucos aqueles que realmente conseguem através de algumas práticas espiritualistas sublimar algum tipo de fome e elevar essa carência para uma necessidade mais madura dentro de um parâmetro de crescimento espiritual.

A maioria dos seres humanos são castrados por crenças místicas e passam a aguentar a fome tornando-se pessoas frustradas e muitas vezes cruéis.

A fome de amor e de sexo não raramente é substituída por alimentos ou por drogas como o tabaco, a maconha, a cocaína, o álcool, ou mesmo por medicamentos químicos psicotrópicos.

A Cabalah filosófica baseia-se no respeito às opções de vida dos seres humanos e busca compreender o drama humano como algo já pré-estabelecido e que precisa se desencadear exatamente como foi planejado. Esse drama é chamado de Contrato. Segundo esse princípio filosófico, tudo já está estabelecido como meta, mas isso não que dizer que irá acontecer. Depende de nossas atitudes e opções no presente. O futuro somente existe como intenções, mas não existe como realidade concreta. O passado fica gravado no subconsciente coletivo do planeta e podemos acessá-lo apenas como expectadores nunca podendo interagir com ele.

Se pensarmos dessa maneira, diminuímos em muito a nossa ansiedade, tanto aquela gerada pela nossa pressa, como aquela gerada pelo medo de não conseguir.

Como diz Dalai Lama: “agradeça sempre por todas as situações que não deram certo”.

Essa atitude sim, traduz a palavra humildade, porque tem em seu conteúdo a flexibilidade e a sabedoria, ficando implícita a convicção de que somos muito infantis, espiritualmente falando, para se saber qual o caminho adequado dentro de tantas opções.

Então, resumindo as sugestões básicas da cabalah filosófica, podemos compreender que nossas atitudes diante da vida devem ser de egocentrismo e humildade. Primeiro precisamos nos amar para poder amar o outro incondicionalmente.

Temos que ter convicção, com flexibilidade.

Temos que ter consciência de nosso potencial, sem arrogância.

Temos que ter ambição, mas não a ganância.

A raiva deve ser expressa apenas para nos defender, para deixar claro todos os nossos limites e para escapar de situações de risco.

E nunca ter medo de receber e expressar o amor.

Só temos que ter algum cuidado com a promiscuidade oral e sexual. Temos que nos dar o direito de escolher as pessoas e situações que queremos nos envolver: apenas o saudável deve entrar em nosso organismo e em nosso campo energético. Apenas o adequado para aquele momento deve fazer parte de nosso cotidiano.

Nesse conceito devemos nos lembrar da integridade; temos que ser coerentes com tudo aquilo que acreditamos senão também estaremos sendo promíscuos em relação a nós mesmos.

Integridade significa coerência entre crenças e atitudes.

Não adianta falar, fazer palestras, dar aulas, escrever livros se você continua incoerente e hipócrita com toda a sua filosofia de vida.

Se você for íntegro, agir honestamente e falar apenas o essencial, com o coração, haverá uma ressonância em tudo e todos ao seu redor e você estará sendo um verdadeiro modelo de tudo aquilo que você crê.

Por isso se diz que não adianta melhorar um ambiente pois, se aqueles que ali residem ou trabalham não se equilibrarem, nada vai mudar.

Tudo tem que começar dentro de cada um, como uma pedrinha que foi atirada no lago tem suas ondas de impacto ressonando até a outra margem e passando por todos os seres que vivem ao seu redor.

Essa é a lei da ação e reação. Todos os acontecimentos que surgem em nossa vida, foram atraídos por sincronia. Você vai atrair para o seu dia a dia apenas as pessoas e as situações que estão na mesma freqüência vibratória que você.

A Cabalah filosófica encontra-se na luz e através da luz ilumina nossos passos para que possamos realizar o máximo possível de nossas metas.

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